domingo, 23 de fevereiro de 2014

BIOLOGIA - Insetos

blog montado por
PAULO ANÍBAL G. MESQUITA (biólogo)
fone (11) 9 96792160  Twitter@pauloanibal


MOSQUITO PÓLVORA - infestação no litoral
Mosquito pólvora, também chamado de maruim, da famíÍia biológica Ceratopogonidae, que engloba pequenas moscas (um a quatro milímetros de comprimento) da ordem Diptera.São encontrados em quase qualquer habitat aquático ou semi-aquático por todo o mundo. As fêmeas da maioria das espécies são hematófagas, ou seja, adaptadas para sugar sangue de animais, inclusive do ser humano. Preferen temperaturas acima dos 25°C, umidade acima dos 80% e pouquissímo vento, alimentando-se sempre próximos a áreas de reprodução. A principal espécie que ataca o homem no Brasil é a Culicoides paraensis (Goeldi,1905) -descrito pelo grande naturalista Emílio Goeldi -, correspondendo a mais de 90% de ocorrências de picadas deles. Em humanos, sua picada pode causar urticária, vergões vermelhos que podem persistir por mais do que uma semana. Para picar, o mosquito penetra no meio dos cabelos e pelo meio das roupas. O desconforto nasce de uma reação alérgica localizada com as proteínas em sua saliva, que pode ser de algum modo aliviado por anti-histamínicos tópicos.
INSETOS
Dizem que o nosso planeta atualmente é dominado pela à espécie humana, mas na realidade uma outra legião de seres espetaculares-os insetos, é que realmente conquistaram a superfície terrestre, pois bem mais da metade das espécies vivas hoje no planeta são insetos, ou seja, são cerca de 1,5 milhões de espécies diferentes. Certos insetos são bem familiares no convívio humano, por ex:as moscas, mosquitos e baratas, pois em qualquer lugar eles são encontrados. Surgiram aqui muito antes dos dinossauros,há mais de 350 milhões de anos atrás,sendo corroborado por achados fósseis, como baratas e libélulas com aparência semelhante das atuais, porém com dimensões maiores, sendo um bom exemplo disso a "macroneura", uma libélula com asas de mais de 70 cm de envergadura e com um corpo de 40 cm de comprimento, mas suas asas não dobravam sobre o corpo, fato que certamente impedia uma fuga rápida, tornando-se presa fácil, mas as atuais são bem menores e velozes; as fabulosas baratas também eram um pouco maiores que as atuais, mas sua aparência manteve-se inalterada até hoje, evidenciando que já surgiram biologicamente adaptadas as condições de nosso planeta, conseguindo sobreviver em condições inóspitas, inclusive comprovou-se resistirem à elevadas doses de radiação em laboratório. Impressionante! Muitos insetos possuem formas muito curiosas e figuram em inúmeras lendas no Brasil, como à Jequitiranambóia com sua cabeça parecendo uma boca de jacaré, onde um mito indígena cita que quando ela pica uma árvore causa à sua morte imediata, lógico que isso não prcede. Até mesmo no antigo Egito alguns insetos eram venerados, como os besouros escarabídeos. Até na exploração espacial, os insetos estão servindo de inspiração para o desenvolvimento de novos aparelhos, como os de Robert Michelson, pesquisador do Instituto de Pesquisa Tecnológica da Geórgia, em Atlanta. Ele trabalha desde 1996 num veículo de nome estranhíssimo chamado entomóptero. Do grego entomo (inseto) e ptero (asas), portanto, trata-se de um veículo voador que voa de forma semelhante a um inseto, que moveria batendo as suas asa. Além disso, as asas do entomóptero serão movidas por um músculo artificial cujo combustível dispensa a mistura de oxigênio, pois não podemos esquecer que a atmosfera marciana é muito rarefeita. O aparelho que supostamente seria enviado à Marte pesaria 15 kg e teria dois pares de asas, cada uma delas com 1 metro de envergadura instaladas na parte dianteira e posterior do equipamento, ambas bateriam numa freqüência muito rápida e as "máquinas-inseto" carregariam instrumentos de filmagem e coletores de amostras da superfície marciana; esta sendo cogitado pelos órgãos de espionagem americanos à utilização dessas máquinas.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

INSETOS



Os insetos detém alguns "recordes" biológicos, como o Titanus giganteus, um besouro amazônico com mais de 22 cm de comprimento, que além ser o maior inseto em peso do mundo, também é o maior invertebrado voador; o Macodontia cervicornis -na foto acima, com à mandíbula mais robusta entre os insetos - um "alicate" de mais de 4 cm, chegando à atingir um comprimento total de mais de 15 cm; a barata d'água ( Lethocerus grandis) é o maior inseto aquático com quase 12 cm, na verdade é um "vampiro" predador que, com sua tromba sugadora, capta sangue desde pequenos peixes até rãs; o Dynastes Hercules, um besouro da Amazônia que chega à 17 cm, cujo o macho é dotado do maior "chifre" frontal entre os insetos. Na realidade o maior inseto em comprimento do Brasil, porém de baixo peso, é uma fêmea do bicho-pau (Bactridium grande) com cerca de 27 cm e por se parecer com um graveto, consegue uma perfeita camuflagem entre as plantas (mimetismo) e ela pode colocar até 700 ovos de uma vez. Temos no Brasil insetos que figuram nas lendas indígenas e folclóricas, como a Jequitiranambóia (Fulgora lanternaria) que na língua tupi significa "cabeça de cobra voadora"devido à sua estranha cabeça que, certamente incentivou o imaginário indígena, os mesmo citam como serem insetos amaldiçoados que possuem veneno que, ao picar uma árvore ou animal, condena-os à morte, mas na verdade é um inofensivo inseto do grupo das cigarras que possui apenas uma protuberância expansiva na cabeça. Não posso deixar de citar que, entre os insetos, encontramos as sociedades ¿perfeitas¿, biologicamente divididas em castas e cada um com seu "trabalho" definido, como ocorre nos cupins, nas formigas e nas abelhas; em termos gerais há uma líder matriarcal( a rainha) no topo da sociedade, sendo a única que garante à reprodução com à postura dos ovos, há os machos ("reis") reprodutores que possuem à função de fecundarem à rainha, temos as operárias- fêmeas inférteis que possuem o trabalho mais árduo na colônia, desde à construção da mesma e captação do alimento até cuidar dos ovos e temos também os indivíduos "soldados" com fortes mandíbulas, são responsáveis pela defesa da sociedade.

sexo das baratas


Entomologia é o ramo da biologia que estuda os insetos e, nos dias atuais tem crescido muito os ramos de "entomologia econômica", que envolve insetos de importância na agricultura, na indústria de defensivos agrícolas, entretanto, devido ao mal uso e de sérios danos ambientais e na saúde por causa da toxidade e cumulatividade na cadeia alimentar, muitas pesquisas tem direcionado para o controle biológico de insetos, com o uso de certos fungos, vírus, bactérias e até insetos carnívoros no combate de pragas na agricultura, e importância nos estoque de alimentos, onde alguns insetos pode comprometer uma safra de grãos inteira; e a "entomologia médica", com insetos de importância na saúde pública, pois muitos são vetores de doenças como as pulgas( peste bubônica), piolhos, percevejo triatomídeo vetor da doença de chagas , os mosquitos , entre eles, o Aedes aegypti, vetor da dengue e da febre amarela e, eventualmente moscas e baratas devidos aos seus hábitos alimentares em áreas urbanas. Inúmeros são os insetos que produzem benefícios diretos para o ser humano, como as abelhas de mel e outros insumos, a mariposa Bombyx mori ou bicho-da-seda pela produção de seda; ou pelos besouros e moscas necrófagas, ou seja, alimentam-se de fezes e animais mortos e as formigas e os cupins que reciclam a matéria orgânica no solo atuando sobre plantas mortas e, nesse sentido até as baratas na natureza exercem são importantes, pois devido ao seu hábito alimentar de aproveitar quase todos os detritos orgânicos realizam à reciclagem dos nutrientes, mas quando estão em certos locais (esgotos, lixões,...) nas cidades tornam-se um problema de saúde pública. Em suma, os insetos são de extrema importância para à manutenção do equilíbrio dos ecossistemas terrestres, sem os quais à reciclagem e toda a cadeia alimentar entraria em colapso, já que são a base alimentar de muitos outros animais, inclusive para o ser humano em algumas culturas em nosso planeta, onde certos insetos, como gafanhotos, besouros, içás,larvas de insetos e até baratas são iguarias com alto teor protéico.Portanto, não são os "vilões" mas sim, o ser humano com sua forma de degradação dos ambientes naturais no seu contexto predatório da sociedade de consumo. Devemos respeitar e admirar aqueles que realmente conquistaram o nosso planeta como um todo, pois mais da metade das formas de vida simplesmente são insetos.

ESCORPIÕES

Os escorpiões são aracnídeos que estão aqui na Terra há mais de 400 milhões de anos.Segundo pesquisas, foram eles os primeiros artrópodes a conquistar o ambiente terrestre. Nesta adaptação, foi de extrema importância à carapaça de quitina que compõe o seu exoesqueleto e que evita a transpiração excessiva. No corpo dividido em duas partes (cefalotórax e abdômen), estão localizados os 4 pares de pernas. O órgão inoculador de veneno denominado “telson” localiza-se num segmento após o abdômen. Atualmente são conhecidas cerca de 1.600 espécies em todo o mundo, e aproximadamente 100 espécies ocorrem Brasil. Habitam praticamente todos os continentes, exceto a Antártida. As diferentes espécies de escorpiões têm tempos de vida muito diferentes e o tempo de vida real da maioria das espécies não é conhecido. A gama do tempo de vida parece situar-se entre os 4 a 25 anos (tendo sido 25 anos o tempo de vida máximo registado para a espécie H. arizonensis).Preferem viver e áreas com uma temperatura entre 20 °C e 37 °C, mas sobrevivem em temperaturas de 14 °C a 45 °C. Perfeitamente adaptados às condições climatéricas do deserto, suportam uma amplitude térmica diária na ordem dos 40 ºC. São animais carnívoros e têm geralmente hábitos noturnos e crepusculares, quando caçam e se reproduzem. Sua alimentação é baseada em insetos invertebrados tais como cupins, grilos, baratas, moscas, e também de outro aracnídeo, a aranha.Uma curiosidade:quando ha escassez completa de alimento, os animais desta espécie praticam o canibalismo para sobreviver, ou seja, devoram seus semelhantes. A reprodução da grande maioria das espécies é sexuada.Porém, algumas espécies possuem reprodução monóica (também chamada partenogênese), ou seja, não exige a presença de machos, como é o caso da espécie brasileira Tityus serrulatus (escorpião amarelo). Neste processo, óvulos não fertilizados dão origem a embriões vivos. Na reprodução sexuada, tal como em outras espécies, há uma dança nupcial que antecede o acasalamento. O macho limpa o chão com os pentes e deposita aí uma cápsula contendo espermatozóides (espermatóforo). De seguida, arrasta a fêmea para cima dos espermatóforos a fim de que ela os receba. Ao nascerem, os filhotes são conduzidos um a um pela mãe até o dorso, onde permanecem até a realização da primeira troca de pele. Os escorpiões pertencentes ao gênero Tityus passam por cerca de 6 trocas de pele até tornarem-se adultos. O período de gestação nos escorpiões é muito variado. Em Tityus é em torno de 3 meses. Já para escorpiões do gênero Pandinus (grandes escorpiões africanos) este intervalo é de aproximadamente 9 meses. Os filhotes permanecem juntos da mãe durante e após a primeira troca de pele por um período que pode variar de 10 a 14 dias, quando finalmente abandonam a mãe e passam a ter vida independente. O período do nascimento até a dispersão dos filhotes varia bastante entre as espécies. Para Tityus bahiensis (escorpião marrom) e Tityus serrulatus (escorpião amarelo), é de aproximadamente 14 dias. Os filhotes nascem completamente brancos e por meio de parto, através de uma fenda genital. Eles ficam colados ao dorso materno por cerca de 10 a 14 dias até a primeira muda.A idade adulta é alcançada com cerca de um ano de vida.O escorpião amarelo parece ter o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, pois atua no sistema nervoso periférico, ocasionando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém apenas 25 espécies podem ser mortais aos humanos. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxicidade da ferroada de uma abelha.Veja abaixo parte da coleção de Paulo Aníbal: http://www.youtube.com/watch?v=jM38J8DAU0U
MINHA COLEÇÃO de CRUSTÁCEOS:
Os crustáceos são animais invertebrados do filo dos Artropodos. O grupo é bastante numeroso e diversificado e inclui cerca de 50.000 espécies descritas. A maioria dos crustáceos são organismos marinhos, como as lagostas, caranguejos, siris, camarões e as cracas e tatuís ou Emerita brasiliensis (que vivem enterrados nas areias das praias do Brasil), mas também existem crustáceos de água doce, como a pulga da água (Daphnia) e o camarão do Rio São Francisco do estado da Bahia (Brasil) e mesmo crustáceos terrestres como o tatuzinho de jardim que habita as terras brasileiras.

CARAMUJO AFRICANO no Brasil

Achatina fulica, o Caramujo Gigante invasor no Br

Uma praga exótica!
Caramujo africano veio ao Brasil como iguaria e se transformou em molusco invasor que ameaça seriamente o meio-ambiente


Foi introduzido ilegalmente no Brasil inicialmente no estado do Paraná há cerca de 20 anos atrás como alternativa econômica ao escargot por um servidor da Secretária de Agricultura.A segunda introdução teria ocorrido no porto de Santos por um servidor público em meados da década de 90,que montou um Heliciário na Praia Grande, no qual promovia cursos de final de semana.O fracasso das tentativas de comercialização levou os criadores, por desinformação, a soltar os caramujos em nossas matas.
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O caramujo gigante ataca e compete por espaços na fauna
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Como se reproduz rapidamente e não possui predadores naturais aqui no Brasil,hoje tornou-se uma praga agrícola e pode ser encontrado em praticamente todo o país, inclusive nas regiões litorâneas, como no litoral sul do estado de São Paulo, onde constatamos sua maciça invasão.Porém, há uma grande polêmica quanto à possibilidade desse caramujo de transmitir doenças, mas a única doença conhecida que ele pode transmitir é uma meningite branda-conhecida como angiostrongilíase meningoencefálica, transmitida por um verme nematóide (Angiostrongylus cantonensi ) existente na África e na Ásia.O hospedeiro que transmite este verme ao caramujo é o rato, da mesma maneira que ele transmite à outros caracóis e rãs, e como esse verme não foi detectado no Brasil, então é remota a possibilidade dessa doença se instalar em nosso território, porém há notificação de casos em Cuba, Porto Rico e Estados Unidos. Entretanto,o caramujo possui um ótimo sistema imunológico de defesa, o seu muco, com forte ação microbiana que já foi detectada por pesquisadores japoneses. O outro verme que alguns citam é o Angiostrongylus costaricensis, que ocorre desde o sul dos Estados Unidos até o norte da Argentina, e pode ocasionar um quadro infeccioso abdominal aguda grave, mas raramente a doença evolui para forma letal, permanecendo na maior parte das vezes assintomática ou comportando-se como uma parasitose comum.Conhecida como angiostrongilose abdominal, no Brasil essa doença é transmitida por caramujos nativos,e não pelo gigante africano;na região sul do país encontra-se a maioria dos casos.Não há registro de exemplares de A.fulica adultos naturalmente infectados no Brasil, porém, as larvas podem se infectar através da ingestão de hortaliças contaminadas com o muco deixado pelo molusco adulto silvestre ao se movimentar.
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No continente africano o molusco já causou diversas mortes
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Detalhe da foto abaixo, ovos do caramujo (cor amarelada)
Por isso é que devemos lavar as verduras em água corrente e depois deixar as mesmas em molho, bastando colocar apenas uma colher de sobremesa de água sanitária em um litro de água e deixar os alimentos em molho por durante 15 minutos. Devido ao seu sucesso reprodutivo, pois pode colocar até 400 ovos em cada postura, se espalhou por diversas regiões brasileiras, além do mais alimentando-se vorazmente de diversos vegetais de consumo humano poderia virar uma praga agrícola; por isso que um parecer técnico 003/03 publicado pelo Ibama e pelo Ministério da Agricultura em 2003, considera ilegal a criação de caramujos africanos no país, determina a erradicação da espécie e prevê a notificação dos produtores sobre a ilegalidade da atividade.São hermafroditas,podendo viver até cinco anos e pesar 200g.



COLEÇÃO de CONCHAS



A concha é um órgão rígido, muitas vezes externo, característico dos moluscos. A morfologia da concha é uma das características usadas para classificar estes animais:



Os bivalves, como o nome indica, têm uma concha formada por duas peças;



Os gastrópodes, como os caracóis, têm geralmente uma concha assimétrica, muitas vezes enrolada em espiral; mas as lesmas podem ter um rudimento de concha interior;



Os cefalópodes, têm uma concha interna, mas o náutilo possui uma concha exterior.




As conchas são formadas por nácar, uma mistura orgânica de camadas de conchiolina (uma escleroproteína), seguida de uma capa intermédia de calcita ou aragonite, e por último uma camada de carbonato de cálcio (CaCO3) cristalizado.O nácar é secretado por células ectodérmicas do manto de certas espécies de moluscos. O sangue dos moluscos é rico em uma forma líquida de cálcio, que se concentra fora do fluxo sanguíneo e se cristaliza como carbonato de cálcio. Os cristais individuais de cada camada diferem na sua forma e orientação. O nácar deposita-se de forma contínua na superfície interna da concha do animal (a capa nacarada iridescente, também conhecida como madrepérola).




POMBAS! a GRANDE AMEAÇA

PERIGO À SAÚDE HUMANA



As aparências realmente enganam! Apesar de simbolizarem a paz, as pombas representam uma grande ameaça à saúde pública.Seu nome científico é Columbia livia e pertence a uma família biológica com cerca de 280 espécies; são originárias do continente europeu, e foram introduzidas no Brasil no século XVII. Portanto, trata-se de uma espécie exótica, não possui predaddores naturais nos centros urbanos, elas possuem uma grande capacidade reprodutiva durante o ano todo - podendo produzir até cinco ninhadas por ano com cerca de dois filhotes (Pode gerar até 12 filhotes/ano), pela facilidade de se alimentarem (grãos, restos de comida, migalhas...) tornaram-se verdadeiras pragas que se adaptaram muito bem ao convívio humano, por isso hoje são consideradas animais domésticos, sendo inclusive, protegidas por lei, mas elas são vetoras naturais para inúmeras doenças.Além do mais, elas ocasionam muitos danos materiais devido à deposição de suas fezes ácidas que, além de sujar, são ricas em ácido úrico e corroem casas, galpões, prédios, monumentos, máquinas e outros objetos; como se não bastasse, ainda estragam produtos armazenados em adegas e depósitos e prejudicam o ar-condicionado dos lugares.Em suma, as pombas são portadoras de agentes patogênicos passíveis de transmissão a outras aves e aos seres humanos e seus excrementos destroem a paisagem. Uma questão de saúde pública: As pombas domésticas são hospedeiras naturais de inúmeros agentes biológicos causadores de doenças, algumas fatais, principalmente em pessoas com baixa imunidade e enfermos. Estima-se que mais de 30 doenças são transmissíveis ao ser humano por elas, principalmente pelas as vias respiratórias, através da inalação de microorganismos presentes nas fezes secas dos pombos.
DOENÇAS TRANSMITIDAS PELOS POMBOS
Dentre as doenças transmissíveis, existe a Toxoplasmose, que pode causar cegueira, aborto até a morte, além da Histoplasmose, Erisipela, Salmonelose, Candidíase e Aspergilose. Estas doenças são transmitidas ao homem principalmente por vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas em caixas armazenadas, no chão, em beirais, em máquinas, ou em qualquer outro local defecado. Outra forma de contaminação é através dos piolhos dos pombos.
Principais doenças transmitidas pelos pombos:
CRIPTOCOCOSE – inflamação no cérebro e meninges, ocasionada por fungos
HISTOPLASMOSE – infecção pulmonar causada por fungos
ALERGIA – desencadeada por penas que contém, piolhos, ácaros e pulgas
TOXOPLASMOSE – infecção celular que ataca múltiplos órgãos, ocasionada por protozoários, que também é transmitida pelos gatos
ORNITOSE – infecção pulmonar
SALMONELA – infecção intestinal, ocasionada por bactérias ( alimentos contaminados )
PSITACOSE – causa dor de cabeça, febre alta, calafrios, ocasionadas por vírus
COCCIDIOSE, CANDIDÍASE, ENCEFALITE, PSEUDOTUBERCULOSE, TUBERCULOSE AVÍCOLA e mais 26 doenças registradas. Então, imaginem as pombas num ambiente hospitalar! Outra maneira de infestação ao ser humano é através dos piolhos malófagos e ácaros presentes naturalmente nas suas penas, que causam problemas alérgicos respiratórios (renite, asma, bronquite) e alergias cutâneas. Como um potencial agente transmissor de doenças pode ser protegido por lei? Pelo o Ibama, segundo a lei 9605 de 12/02/98 (art. 29 do parágrafo 30), os pombos são considerados animais domésticos, levando assim qualquer ação de controle que provoque sua morte, danos físicos, maus tratos e apreensão, passível de pena de reclusão de até 5 anos, sem direito à fiança. Ou seja, não se pode eliminar os pombos, só podemos utilizar métodos de repelência!!! No Chile, em 2004, foram declaradas oficialmente “prejudiciais ou daninhas” e autorizou sua caça, sua captura ilimitada e a destruição de seus ninhos em todo o território, em qualquer época do ano.






AS JARARACAS




Na realidade é um termo genérico para designar as serpentes do gênero Bothrops, que 19 espécies no território brasileiro, onde regionalmente são conhecidas pelos nomes populares de urutu, cotiara, jararacuçu, caiçara, jararaca, jararaca verde, jararaca ilhoa (só existe numa ilha do litoral paulista), etc. Geralmente são terrestres, mas algumas sobem árvores; seu tamanho varia de 50 cm à 2 metros de comprimento dependendo da espécie; predominantemente possuem cores cinza e marrom, com linhas escuras ao longo do corpo formando desenhos que em geral são encurvados. Uma picada das serpentes deste grupo ocasiona geralmente nas primeiras 3 horas reação inflamatória no local da picada, como inchaço, calor e extrema dor, além do sangramento,tendendo a complicações após 6 hs,como necrose e gangrena.Isso ocorre porque o veneno é de natureza proteolítica, com grande ação na região da picada consumindo o tecido na região, por isso em relação ao risco de necrose, uma picada no dedo é muito pior que na perna porque a quantidade de veneno inoculado permanece concentrada numa pequena área.=por isso que não é aconselhável o uso de torniquete em casos de picada por jararacas, pois uma região totalmente necrosada pode levar à amputação em casos mais extremos. Agora entendemos o porque do ditado popular: Se a picada da Jararaca não matar, eleja; Em muitos casos mais graves, quando a vítima não procurar assistência, em após alguns dias pode levar à morte por insuficiência renal aguda. A queda da pressão é outro típico sintoma envolvido nos casos de acidentes de picada por esta cobra devido a atuação da bradicinina, uma enzima presente no veneno, que também é o princípio ativo do medicamento Capozen indicado no tratamento da hipertensão.O soro antibotrópico é o indicado para os casos de picada das cobras do grupo das jararacas. De todas as Jararacas brasileiras, talvez à mais curiosa seja à Jararaca Ilhoa (Bothrops insularis) que só existe na Ilha de Queimada Grande uma ilha com cerca de 430 mil m² que fica à 60 km da costa do município de Peruíbe, litoral sul do estado de São Paulo.Devido ao seu isolamento ao longo do tempo na ilha, a Ilhoa desenvolveu um veneno mais poderoso e ativo que as suas companheiras do continente, fazendo com que seu veneno aja com maior intensidade e velocidade, com ação mortal em um curto espaço de tempo. Outro fenômeno curiosos associado as Ilhoas é a intersexualidade, onde as fêmeas possuem um órgão sexual masculino (hemipênis) junto ao órgão sexual feminino(hermafroditas)=praticamente não há exemplares exclusivamente machos, caso único no mundo entre as serpentes. Pênis de uma cobra




CURIOSO SEXO entre as COBRAS




No período da primavera, ou seja, após o período mais frio do ano, a maioria das espécies de serpentes entra em época reprodutiva. Através da eliminação de odores pelas as fêmeas, os machos são atraídos e os mesmos começam à efetuar um tipo de disputa para determinar a melhor posição sobre a fêmea esse fato é conhecido como dança combate , sendo que o mais forte é que leva vantagem. Isso pode durar até muitos dias quando envolve vários machos e para realização da cópula, o macho sobe no dorso das fêmea através de movimentos ondulatórios, enquanto estimula o corpo da fêmea com toques de língua. Assim que ambas as caudas se encostam, o macho introduz o seu hemipênis eriçados e com base espinhosa na cloaca da fêmea. Os tais espinhos fazem com que o hemipênis fique agarrado por dentro da fêmea (as cobras não possuem braços para se agarrarem!) de tal forma que a fecundação se realize ao mesmo tempo que a fêmea sai por aí se arrastando.

terça-feira, 31 de março de 2009

AMEAÇA APÓS ENCHENTES

ALERTA MÁXIMO - AS AMEAÇAS APÓS INUNDAÇÕES e ENCHENTES

Elas podem causar grande n° de mortes nas regiões atingidas pelas as inundações devido à propagação de microorganismos causadores de inúmeras doenças, entre elas, a cólera, a leptospirose, a hepatite A, a desinteria e a médio prazo a malária e a dengue. Esse perigo pode ser ainda maior se as pessoas viverem em regiões onde as condições sanitárias são precárias (falta de água potável, ausência de esgoto encanado e tratado) como em nossas favelas ou nas construções habitacionais precárias em encostas e beiras de rios. Após enchentes, um grande perigo é a leptospirose, transmitida pela urina de ratos que tenham a bactéria em forma de “parafuso”, a Leptospira, que causa geralmente sintomas como febre alta, dor muscular, dor de cabeça, cansaço, calafrios, e em alguns casos dores abdominais, náuseas, vômitos e diarréia, podendo levar à desidratação. É comum que os olhos fiquem acentuadamente avermelhados. e em casos mais graves uma forte icterícia (cor amarelada em mucosas e pele), problemas renais e alterações neurológicas, hemorragias, podendo evoluir para óbito. Uma informação importante é que o período de incubação da doença é de 30 dias, geralmente aparece depois de 7 a 15 dias. A contaminação ocorre devido ao contato com a água da lama retida nas casas invadidas durante as inundações, junto com este material a urina do rato que pode conter a bactéria Leptospira, que penetra pela pele, principalmente se possuir ferimentos, causando a doença. Esta doença é curável, não é transmitida de uma pessoa para outra, quanto mais cedo procurar o centro de saúde para que o médico possa examinar e pedir exames para diagnosticar, mais rápida será a cura.
Outra grande ameaça após inundações é a cólera, causada pelo microorganismo Vibrio cholerae, uma bactéria em forma de vírgula que se multiplica rapidamente no intestino humano eliminando potente toxina que provoca diarréia intensa, o tratamento imediato é o soro fisiológico ou soro caseiro para repor a água e os sais minerais: uma pitada de sal, meia xícara de açúcar e meio litro de água tratada.

No hospital, a doença é curada com doses de antibióticos - leva uma pessoa à morte por desidratação aguda e seus sintomas típicos são a intensa diarréia e vômitos; Já a hepatite A é causada por um vírus que atinge o fígado e seus sintomas são intensa febre, fraqueza, perda de apetite, náuseas e dor abdominal. Isso sem citar que numa região onde acumula cadáveres, como na Ásia pelas ondas gigantes, os mesmos vão contaminar o ambiente por inúmeros agentes bacterianos podendo assim atingir os sobreviventes. A hepatite A também é uma grande preocupação, mas seus efeitos sobre o homem dependem da idade do indivíduo. Cerca de 70% das crianças abaixo dos 5 anos desenvolvem a doença sem apresentar sintomas. A partir daí, cresce o número de infectados que apresentam icterícia, vômitos, náusea, mal-estar, falta de apetite e febre, os quais podem persistir por até alguns meses. A pessoa infectada começa a transmitir o vírus antes mesmo de saber que está doente (cerca de 15 dias antes) e até 14 dias após o início da icterícia ou pico maior da infecção. Os sintomas aparecem de 15 a 45 dias após o contato. Porém, não podemos nos esquecer que num 2° momento, ou seja, após algumas semanas outras doenças podem aparecer devido a estagnação das águas após enchentes - são as doenças transmitidas por mosquitos como o Aedes aegypti, que deposita seus ovos nas águas paradas,sendo o transmissor da malária e da dengue.A malária é causada por um protozoário do gênero Plasmodium que ataca os glóbulos vermelhos do sangue - por isso pode levar à morte e seus sintomas são: anemia, febre alta, fraqueza, suor intenso e fortes tremores. Já a dengue, uma velha conhecida nossa, pois passamos recentemente pela a epidemia da mesma, ela é provocada por um vírus transmitido pela a fêmea do mosquito e devemos ficar atentos aos seus sintomas: febre alta, fortes dores musculares, na cabeça, e nas articulações, porém, a forma hemorrágica dessa doença é potencialmente fatal devido às intensas hemorragias internas. Portanto, a falta de saneamento básico pode matar mais do que uma onda gigante, por isso se faz necessário todas as medidas para prover uma estrutura básica de saneamento para a população (esgoto canalizado, tratamento adequado do esgoto, água potável e tratada, proteção das áreas de mananciais, coleta adequada de lixo).

MORCEGOS! ARCANJOS da NOITE:

São um dos animais mais fascinantes no planeta, sendo os únicos mamíferos com real capacidade de vôo, mas infelizmente estão sendo injustamente perseguidos e maltratados como se fossem à imagem do mal, no entanto, são de importância fundamental para os ecossistemas florestais, devido seu hábitos alimentares são verdadeiros arcanjos nas matas realizando polinização de flores, dispersando sementes e até mesmo controlando à população de insetos. Os morcegos estão na terra muito antes do ser humano, há mais de 50 milhões de anos e diversas espécies estão ameaçadas de extinção porque à maioria das pessoas desconhecem que eles são essenciais para o equilíbrio biológico.Os morcegos voam devido ao fato de sua "mão" ter se adaptado ao vôo pela presença da membrana alar, que consiste de uma fina pele elástica desprovida de pêlos entre os quatro dedos alongados da mão; apenas o polegar fica livre, sendo utilizado para se dependurar. Essa membrana elástica liga-se ao tornozelo é, em muitas espécies, também ligada à cauda(uropatágio) e por isso os morcegos são classificados como quirópteros, sendo subdivididos em dois grupos distintos: os macroquirópteros e os microquirópteros; os primeiros são morcegos frugívoros, isto é, alimentam-se de frutas, sendo encontrados no continente australiano e no velho mundo, todas as 170 espécies pertencem à uma única família na classificação biológica, não hibernam, são relativamente grandes, olhos grandes com boa visão e com um focinho expressivo e pontudo, entre eles, citamos o "raposa-voadora"(Pteropus giganteus), com quase dois metros de envergadura, é o maior morcego existente. Já os microquirópteros, são bem menores, incluindo todos os outros morcegos pelo mundo, com mais de 800 espécies distribuídas em 18 famílias, possuem focinho curto, muitas vezes com formações foliáceas no nariz( família dos filostomídeos), importante na ecolocação , com olhos pequenos e orelhas grandes, é neste grupo que pertencem todas as espécies existentes em território brasileiro; dentre quase 1000 espécies de morcegos no mundo, 138 só no Brasil, apenas 3 são hematófagas, ou seja, alimentam-se de sangue, são os chamados vampiros; dentre eles dois sugam sangue de aves (Diphylla ecaudata e Diaemus youngii) e apenas uma espécie (Desmodus rotundus) alimenta-se de sangue de mamíferos, mas a quantidade de sangue consumida é muito pequena, cerca de 20 mililitros, equivalente à três colheres de sopa, por isso, os ataque só são perigosos quando estão infectados com o vírus da raiva, tornando o morcego o transmissor da raiva no campo e uma triponossomíase equína.

Esse vampiro, com o apoio do polegar, consegue andar de quatro e saltar, isso é útil pois muitas vezes esse morcego morde na altura dos pés da vítima evitando assim, ser pisoteado.O morcego vampiro, através da termorrecepção, consegue identificar o calor da circulação sanguínea embaixo da pele de sua vítimas, assim, sua mordida é praticamente cirúrgica, superficial e indolor, cortando à pele com seus dentes incisivos afiados, e nela injeta, com a saliva, uma substância anticoagulante(a desmoteplase), que faz a ferida sangrar continuamente e com sua língua suga o sangue. Pesquisas científicas com essa substância anticoagulante indicam o uso medicinal ao ser humano no tratamento de coágulos sanguíneos que se formam após ataque coronariano e até derrames.As fezes do morcego (guano) nas cavernas são utilizadas em certas partes do mundo como uma rica fonte de alimentos, mas essas fezes, quando acumuladas em grande quantidade em locais muito abafado e úmido,podem proliferar um fungo (histoplasma), na forma de um pó branco e tóxico, quando inalado, ocasiona uma doença respiratória muito grave, a histaplasmose, que se não tratada leva à morte; essa doença provavelmente é a "maldição do faraó" em câmaras nas Pirâmides egípcia. Uma particularidade marcante nos morcegos é a "ecolocalização", um tipo de "sonar" biológico muito sofisticado, que envolve a emissão de gritos (sons) agudos ultra-sônicos, acima do alcance da audição humana e à medição desses ecos que tocam nos objetos no caminho.Desse modo, os morcegos voam e localizam sua presa e desviam de obstáculos na escuridão total e muitas espécies, inclusive os morcegos ferradura e com estruturas foliáceas no nariz, possuem dobras complexas complexas na pele do nariz utilizadas para projetar e focalizar os sons na ecolocalização; nas espécies que possuem olhos bem desenvolvidos nos macroquirópteros e são diurnos não ocorre à ecolocalização.Os morcegos freqüentemente são animais gregários, mas não são fiéis a um único grupo. Quando estão prestes a parir, as fêmeas se concentram em um mesmo abrigo, onde permanecem juntas até os filhotes estarem aptos à caçar o próprio alimento; nas espécies hematófagas, as fêmeas que não conseguem se alimentar são ajudadas pelas outras, que trazem comida para ela regurgitando parte do alimento na boca dos famintos. Isso evidência um caráter solidário que a maioria dos mamíferos não possuem; outro belo exemplo dado pelos vampiros é quando um "vampirinho" cuja a mãe tenha morrido é imediatamente adotado por outra fêmea, algo raro entre os animais, até mesmo vampiras virgens adotam o pequeno órfão, criando até leite para amamentá-lo. Crânio de Morcego







Autor:





Paulo Aníbal G. Mesquita
pauloanibal@yahoo.com.br
Biólogo & Professor
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